Pular para o conteúdo principal

Fleur du Cristal

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

A Engenharia da Espinha Dorsal: Ida, Pingala e Sushumna Segundo Alice Bailey

A-Engenharia-da-Espinha-Dorsal-Ida-Pingala-e-Sushumna-Segundo-Alice-Bailey

A Engenharia da Espinha Dorsal: Ida, Pingala e Sushumna Segundo Alice Bailey

Introdução

Na biologia ocidental, a coluna vertebral é apenas a estrutura óssea que protege a medula espinhal física.

Na ciência esotérica de Alice Bailey, ela é o principal conduíte elétrico do sistema solar dentro do corpo humano.

A medula espinhal física é apenas a sombra densa de uma estrutura energética colossal e invisível:

um cabo triplo de energia etérica que conecta o centro de força na base da coluna (onde dorme o fogo da matéria) até o cérebro (o assento da Alma).

Os três fios elétricos que compõem este cabo mestre são conhecidos na tradição ocultista como 

Nadis:

Ida, Pingala e Sushumna.

Compreender esses três canais não é um exercício de anatomia mística.

É entender o mapa rodoviário e a física exata por onde a energia evolutiva do ser humano é forçada a transitar.

A Trindade Elétrica: O Que São os Três Nadis?

Os nadis são condutores de prana (energia vital).

Embora existam milhares de finíssimos nadis espalhados pelo corpo humano (o nosso sistema nervoso etérico), todos eles se originam e dependem das três grandes rodovias verticais alojadas ao redor da espinha dorsal.

Na engenharia oculta, eles representam a própria trindade de forças no homem:

1. Ida (O Fio Lunar da Matéria)

Ida é a corrente magnética “negativa” ou receptiva. Ela está associada à energia lunar, ao pólo feminino, à matéria e ao passado.

É através de Ida que a energia da Personalidade (os instintos de sobrevivência, a emoção pesada e o corpo físico) flui.

Na humanidade comum, não desperta espiritualmente, este é o canal elétrico dominante.

Ele corresponde ao Terceiro Raio (Inteligência Ativa).

2. Pingala (O Fio Solar da Consciência)

Pingala é a corrente elétrica “positiva” ou dinâmica.

Ela está associada à energia solar, ao pólo masculino, à consciência em expansão e ao futuro.

É o canal que transmite a energia da Alma (o amor, o intelecto iluminado, a percepção de grupo).

À medida que o ser humano evolui da barbárie para o discipulado, ele desloca a voltagem da sua vida da corrente de Ida (instinto material) para a corrente de Pingala (consciência da Alma). Ele corresponde ao Segundo Raio (Amor-Sabedoria).

3. Sushumna (O Eixo de Fogo do Espírito)

Sushumna é o canal central, o vácuo geométrico sagrado que corre direto pelo centro da espinha.

Ele é o fio neutro, o caminho de equilíbrio absoluto. Na humanidade comum, este canal está “fechado” ou inativo.

O Sushumna é reservado exclusivamente para a energia de Vontade do Espírito (a Mônada) e para a ascensão do fogo elétrico supremo: a força Kundalini.

Ele corresponde ao Primeiro Raio (Vontade e Poder).

A Função Oculta: A Construção dos Chakras

Ida e Pingala não sobem em linha reta paralela.

Eles sobem entrelaçando-se em espiral ao redor do canal central (Sushumna), cruzando-se em pontos matematicamente exatos da coluna.

O ensinamento esotérico revela um segredo estrutural: onde os nadis se cruzam fisicamente, a fricção das energias cria um vórtice de fogo. 

Os sete chakras principais do corpo humano nada mais são do que o resultado mecânico do cruzamento violento dessas correntes elétricas.

O sistema de nadis é a fiação oculta; os chakras são os transformadores que distribuem essa voltagem para as glândulas endócrinas correspondentes.

O Mecanismo de Segurança: A Teia Etérica

Se o canal Sushumna é o caminho do fogo do Espírito, por que a energia não sobe direto nele desde que nascemos?

Bailey descreve um mecanismo de segurança biológico impressionante:

a Teia Etérica.

No interior e ao redor da espinha, existem teias de matéria etérica densa.

Elas funcionam como “fusíveis” de uma caixa de luz. Enquanto o ser humano for egoísta, medroso ou estiver dominado pelas paixões (Ida e Pingala inferiores), esses fusíveis se mantêm intactos, bloqueando o Sushumna e impedindo que a alta voltagem da Kundalini suba e frite o frágil sistema nervoso humano.

O bloqueio não é um castigo; é uma medida extrema de proteção.

Riscos e Perigos: O Alerta Severo da Espada

É aqui que a obra de Alice Bailey se separa violentamente da irresponsabilidade mística moderna.

Bailey faz alertas clínicos e aterrorizantes contra qualquer tentativa de “abrir os chakras” ou despertar a Kundalini artificialmente, através de exercícios respiratórios brutos (Hatha Yoga e Pranayamas físicos) que tentam forçar o fogo pelo Sushumna.

Se o fogo elétrico bater num “fusível” da Teia Etérica e o praticante tentar forçar a passagem com a respiração antes que a sua mente e caráter estejam purificados, os fusíveis “estouram”.

Bailey lista os resultados de curtocircuito no plano físico:

  • Insanidade e rompimento do tecido cerebral (a voltagem frita a medula espinhal e rompe conexões no cérebro).
  • Obsessão sexual e crueldade (se a energia for barrada e ricochetear para baixo, alimentando brutalmente os chakras inferiores).
  • Combustão espontânea e morte (a destruição total da proteção do corpo etérico por sobrecarga de alta tensão).

Tentar forçar o Fogo de Deus a subir num corpo não preparado não é iluminação;

é suicídio oculto.

O Segredo Prático: “A Energia Segue o Pensamento”

Como, então, desenvolver o canal Sushumna em segurança? Como queimar a teia etérica sem explodir o cérebro?

A regra máxima do Mestre Tibetano (Djwhal Khul) é uma lei da física metafísica: 

A energia segue o pensamento. 

Você não comanda a energia esotérica através dos pulmões.

Você comanda a energia através da Mente Focada (Raja Yoga).

Ao desenvolver um intelecto brilhante, praticar o amor rigorosamente impessoal e focar a vida inteira no serviço à humanidade, o seu centro de gravidade naturalmente sobe para o topo da cabeça.

Automaticamente, o ímã mental do seu pensamento ordenado puxará o fogo da base da coluna para cima.

As teias etéricas queimarão lentamente, de forma suave e suportável pelo sistema biológico, e o Sushumna se abrirá acompanhando a evolução do seu caráter.

A Fenda na Nuca: O Salto Final da Centelha

Há um detalhe técnico assombroso revelado em A Treatise on Cosmic Fire.

O canal físico termina na base do crânio, no centro Alta Maior, mas os centros que precisam ser acesos estão no cérebro físico (a glândula pineal e o corpo pituitário). Existe uma “fenda”, um vão estrutural no corpo etérico humano separando a espinha do cérebro.

No iniciado, quando as energias dos três nadis sobem em perfeito equilíbrio, elas atingem o topo da espinha e são forçadas a dar um salto eletromagnético, através do vácuo, criando uma ponte de fogo puro que conecta finalmente o corpo à Mente e a Mente ao Espírito (a base física para o Antahkarana inferior).

Apenas o Fogo pode cruzar esse abismo.

Conclusão: O Domínio Pela Mente

Os três grandes nadis não são brincadeiras místicas.

Ida e Pingala são as cordas da dualidade onde a humanidade balança entre a dor e o prazer, a matéria materialista e a emoção cega.

O Sushumna é o Caminho do Meio, o Eixo de Vontade Absoluta que só permite o tráfego quando a dualidade mental cessa.

A pressa do místico em “despertar a Kundalini” num fim de semana é um desastre biológico.

A estrada deixada pela Hierarquia Espiritual é monumental e não tem atalhos: esqueça a respiração forçada e domine a si mesmo.

Quando a sua mente for um diamante frio e perfeito no topo da cabeça, o fogo elétrico rasgará os fusíveis da espinha por pura atração magnética para coroá-lo.

Fontes diretas: Esoteric Healing (Riscos e patologias do despertar prematuro; A rede e a teia etérica); A Treatise on Cosmic Fire (A física dos nadis, o cruzamento que forma os chakras, o salto no centro Alta Maior); The Light of the Soul (O papel do Raja Yoga mental versus Pranayama físico).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *