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A Energia do Amor: Muito Além da Emoção, a Força Magnética que Sustenta o Cosmos

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A Energia do Amor Segundo Alice Bailey

Introdução

A própria Alice Bailey admite que o amor resiste a qualquer tratamento breve:

‘não é fácil, neste breve resumo, abordar o tremendo problema do lugar que o amor ocupa no esquema evolutivo em desenvolvimento.

Um tratado inteiro poderia ser escrito sobre o assunto, e ainda assim deixá-lo inesgotado.’

O que se segue é a reunião mais completa já feita, dentro desta biblioteca, do que ela realmente escreveu sobre a energia que chama de lei fundamental do próprio sistema solar, do menor átomo ao Cristo histórico, do mecanismo exato da telepatia à física oculta que rege uma nova era inteira já em marcha.

Parte I: O Que o Amor Não É

Antes de definir o que o amor é, Bailey desmonta, com precisão cirúrgica, o que ele não é.

‘O glamour do sentimento mantém as pessoas boas do mundo em cativeiro, numa densa névoa de reações emocionais…

o amor, para a maioria das pessoas, não é realmente amor, mas uma mistura do desejo de amar e do desejo de ser amado, mais a disposição de fazer qualquer coisa para demonstrar e evocar esse sentimento.’

Ela acrescenta:

‘estude a palavra afeição, meu irmão, e veja seu verdadeiro significado.

Afeição não é amor.

É aquele desejo que expressamos através de uma exertação do corpo astral…

não é o desprendimento espontâneo da alma, que nada pede para o eu separado.’

Discipleship in the New Age confirma essa mesma lição numa carta a um discípulo identificado como D.E.I.:

‘quando digo amor, me refiro ao amor da alma, e não à afeição, emoção ou sentimento.

Refiro-me àquele amor desapegado e profundo que pode fluir através da personalidade, libertando-a de expressão limitada.’

E Letters on Occult Meditation acrescenta a camada mais desconfortável de todas: o amor genuíno não é cego.

‘O verdadeiro amor, ou sabedoria, vê com perfeita clareza as deficiências de qualquer forma, e dedica todo esforço a ajudar a vida interior a se libertar de suas amarras.’

Ver claramente os defeitos de alguém não é o oposto de amá-lo; é, muitas vezes, a própria forma que o amor mais maduro assume.

Parte II: A Definição Técnica

Tendo removido o sentimentalismo, Bailey oferece sua definição mais direta:

amor é ‘uma determinação fixa de fazer o que é melhor para toda a humanidade, ou para o grupo, e de fazer isso a qualquer custo pessoal e por meio do sacrifício mais extremo.’

E identifica o mecanismo por trás dessa determinação:

‘magnetismo, e a capacidade de mostrar amor, são ocultamente sinônimos.’

A mesma força que a física chama de magnetismo é, em sua raiz oculta, idêntica ao que a tradição chama de amor.

Problems of Humanity oferece a formulação mais ousada de todo este artigo, dita sem rodeios:

‘a verdade de que, por trás de toda aparência externa, o poder motivador do universo é o Amor.’

E traça a cadeia exata pela qual essa força cósmica se torna prática na vida comum:

‘a boa vontade é a expressão mais simples do amor verdadeiro, e a mais facilmente compreendida…

o amor e a compreensão seguirão, eventualmente, uma expressão prática de boa vontade como fator em todo tipo de relação humana.’

A boa vontade, nessa leitura, não é uma virtude menor;

é o primeiro degrau visível de uma força que, em sua plenitude, move o próprio universo.

Esoteric Healing confirma essa mesma equivalência em termos ainda mais amplos:

‘o amor é a expressão de vida do próprio Deus;

o amor é a força coerente que torna tudo íntegro; e o amor é tudo o que existe.’

Parte III: O Amor Como Lei Deste Sistema Solar

The Rays and the Initiations revela algo que nenhum artigo desta biblioteca havia ainda registrado:

o amor não é apenas uma qualidade espiritual entre outras;

é, literalmente, o princípio que governa este sistema solar específico, com uma precisão quase arquitetônica que distingue amor de razão.

‘O coração como aspecto da razão pura exige consideração cuidadosa.

É geralmente considerado o órgão do amor puro, mas, do ângulo das ciências esotéricas, amor e razão são termos sinônimos…

o amor é essencialmente uma palavra para o motivo subjacente da criação.’

E acrescenta uma afirmação de escala cósmica rara:

‘por mais estranho que possa parecer, o amor é a linha de menor resistência para o ser humano desenvolvido.

É o princípio regente do presente sistema solar.

A vontade é o princípio regente do próximo sistema solar, que será trazido à manifestação através da ação daqueles seres humanos que, neste sistema solar, alcançarem a expressão plena do aspecto vontade.

Então, na manifestação consumadora que se aproxima, o amor estará para o aspecto vontade assim como a inteligência está, neste sistema solar, para o amor.’

Bailey nomeia ainda o amor como o próprio elo que conecta toda a estrutura cósmica:

‘o agente de ligação principal no universo é a energia de Amor-Sabedoria.

O Amor relaciona a Hierarquia à Humanidade, e a Sabedoria relaciona a Hierarquia a Shamballa.’

E confirma que o Segundo Raio, o Raio do Amor-Sabedoria, é ‘primariamente o raio das relações humanas corretas, no que diz respeito ao quarto reino da natureza…

a energia do amor governa todas as relações entre almas e controla a Hierarquia, o Reino das Almas.’

Mesmo a vontade, no seu aspecto mais elevado, é revelada como uma forma de amor:

‘esta vontade-de-bem é amor essencial.’

E, sobre o próprio caminho que leva além da evolução humana comum:

‘é interessante perceber que o desdobramento da natureza amorosa é o que abre a porta que leva ao Caminho da Evolução Superior, e nada mais a abre.’

Parte IV: Amor e Telepatia: o Elo Que Liga

Telepathy and the Etheric Vehicle revela o mecanismo técnico exato pelo qual o amor conecta duas mentes à distância, algo que nenhum artigo desta biblioteca havia ainda explicado com esse grau de precisão.

‘A inter-relação telepática entre os membros de um grupo cresce através do meio de uma atitude constante de pensamento reflexivo e um amor constante um pelo outro.’

Bailey nomeia três energias que, juntas, tornam esse contato possível, sendo o amor a primeira e mais fundamental:

‘a força do amor, com sua qualidade negativa, que atrai o material necessário para revestir a ideia a ser transmitida;

é também a agência atrativa utilizada pelo receptor.

Constitui a qualidade coerente que liga o transmissor e o receptor, e que também produz a coerência daquilo que é transmitido.’

As outras duas energias, a mente e o prana, dependem inteiramente dessa primeira:

‘esta energia, por um ato da vontade e sob a pressão do poder magnético do amor, responde às duas energias mencionadas acima, ou é receptiva a elas.’

Bailey resume essa descoberta numa frase que devolve precisão técnica a uma intuição comum:

‘o amor, não o sentimento, é a chave para o trabalho telepático bem-sucedido.

O poder magnético do amor para atrair atenção, produzir alinhamento, e convocar rapport e compreensão não é tudo o que é necessário na nova telepatia que distinguirá a nova era.’

E confirma, mais uma vez, a mesma equivalência já estabelecida:

‘a razão pura, que é a suprema característica dos Membros da Hierarquia, sempre se expressará em ação correta e relações humanas corretas, e isso manifestará, quando presente, o que o amor realmente é.

O amor puro é uma qualidade ou efeito da razão pura.’

Parte V: Três Expressões Sucessivas do Mesmo Amor

Bailey organiza a própria expansão do amor ao longo da evolução de cada ser em três estágios sucessivos, da personalidade à Mônada, cada um correspondendo a uma escala de realidade cada vez mais ampla.

EstágioEscalaExpressão
Amor na PersonalidadeOs três mundosDe si mesmo à família, aos amigos, à humanidade
Amor no EgoO sistema solar inteiroDa humanidade ao amor universal, incluindo os devas
Amor na MônadaAlém do sistema solarUma medida de amor cósmico

Bailey descreve o primeiro estágio com honestidade:

‘o amor na personalidade se desenvolve gradualmente através dos estágios de amor por si mesmo, puro e simples e inteiramente egoísta, até o amor pela família e amigos, até o amor pelos homens e mulheres, até que alcança o estágio de amor pela humanidade.’

Amar apenas a si mesmo não é um erro moral a condenar, mas o primeiro degrau legítimo de uma escada que se estende até muito além de qualquer coisa que a mente comum consiga conceber.

Parte VI: O Caminho do Amor

The Light of the Soul identifica o próprio caminho da devoção, bhakti yoga, como um caminho de amor tecnicamente definido:

‘bhakti yoga é a yoga do coração;

é a submissão de todos os sentimentos, desejos e emoções a um único amado, visto e conhecido no coração.’

Bailey liga esse caminho diretamente a Ishvara:

‘Ishvara é Deus no coração de cada filho de Deus;

Ele deve ser alcançado através do amor puro e do serviço devotado.’

Letters on Occult Meditation oferece a formulação mais compacta de todo este artigo sobre o próprio caminho espiritual como caminho de amor:

‘o amor foi a origem, o amor é a meta, e o amor é o método de alcançá-la.’

Amor Contatado em Cada Iniciação

Initiation, Human and Solar revela algo que nenhum artigo desta biblioteca havia ainda registrado:

o aspecto amor não é uma generalidade vaga do caminho espiritual, mas algo tecnicamente contatado em estágios precisos e sucessivos.

‘Na segunda iniciação, esta grande Presença é vista como uma dualidade…

ele se torna consciente de que essa Vida radiante não é apenas inteligência em ação, mas também é amor-sabedoria em origem…

essa Vida é vista como amor inteligente se expressando.

Na terceira iniciação, o Ego permanece diante do iniciado como uma triplicidade perfeita.’

Ela confirma ainda um marco mais avançado:

‘na quarta iniciação ele contata o aspecto amor da Mônada, e na quinta o aspecto vontade’, e, sobre a sexta:

‘o iniciado, funcionando conscientemente como o aspecto amor da Mônada, é trazido, via seu Pai, a um reconhecimento ainda mais vasto.’

Bailey resume o próprio lugar do amor nessa sequência inteira numa única frase:

‘o raio do amor, ou o raio sintético do sistema, é o último a ser alcançado.’

Vontade-de-Amar Contra Amor Espontâneo

Discipleship in the New Age oferece uma distinção técnica rara entre duas formas aparentemente idênticas de buscar amar:

‘a vontade-de-amar envolve o reconhecimento de limitação, de desejo, de forçar uma questão, e da intensa aspiração de realmente amar…

o amor nunca é forjado, por assim dizer, na natureza inferior;

é um fluxo livre e desimpedido vindo do superior.’

Bailey acrescenta uma imagem notavelmente forte:

‘os Mestres estão, portanto, ansiosos por queimar o discípulo no fogo da vontade-de-amar, para que ele seja libertado.’

O Amor Que o Mestre Tem Por Seus Discípulos

Numa carta a um destinatário identificado como D.I.J., o instrutor tibetano explica a própria natureza de seu amor:

‘amor não é fazer o objeto do amor se sentir superficialmente confortável…

amor é sabedoria de longo alcance, que busca manter vivas no objeto desse amor aquelas sensibilidades que garantirão progresso seguro.’

A outro discípulo, identificado como R.S.U., reconhece uma exceção notável à impessoalidade:

‘você ainda não é um Mestre, porém, e por isso ainda não é capaz de dar amor impessoal sem ferir.

Portanto, há necessidade de que você ame pessoalmente também.

Eu o ajudarei onde puder, e lhe dou meu amor pessoal;

meu amor impessoal sempre foi seu.’

Amor Pessoal, Amor de Alma: a Prova Mais Comum do Discípulo

Esoteric Psychology, Volume II, descreve a prova mais difícil enfrentada por quase todo discípulo sério:

‘seu amor pelos filhos, pela família, pelos amigos e íntimos é, para eles, de suprema importância, e esse amor os mantém prisioneiros nos mundos inferiores.’

E resume: ‘para segurar, é preciso desapegar;

e para manter, é preciso liberar.’

A um discípulo identificado como C.D.P.: ‘é o seu amor, seu amor apegado e possessivo…

que impede você de amá-los da forma forte e verdadeira.’

A L.U.T., preocupado com a própria filha: ‘sua parte é amar sem mudança, não importa o que aconteça.’

A B.S.W., o conselho mais simples de todos: ‘em vez de tanta vontade-de-amar, por que não simplesmente amar mais?’ E o refrão que se repete em cartas a múltiplos discípulos: ‘fale menos e ame mais.’

Conhecimento ou Amor? Eckhart e a União Mística

From Intellect to Intuition acrescenta uma dimensão filosófica rara a este tema, citando Meister Eckhart para distinguir tecnicamente conhecimento de amor:

‘conhecimento eleva a alma ao posto de Deus;

o amor une a alma com Deus;

o uso aperfeiçoa a alma para Deus.

Estes três transportam a alma para fora do tempo, rumo à eternidade.’

Bailey reconhece a tensão real entre as duas vias, sem resolvê-la de forma simplista:

‘para muitos, neste momento, alcançar o conhecimento de Deus é de maior importância do que o amor de Deus…

para a vasta e irrefletida maioria, é talvez verdade que o caminho místico do amor e da devoção deva ser a meta, mas para os pensadores do mundo, o alcance da iluminação deve ser a meta.’

E nomeia a síntese mais rara de todas:

‘no homem verdadeiramente iluminado, temos aquela rara combinação do místico e do conhecedor…

temos a união de cabeça e coração; de amor e intelecto.’

Parte VII: A Anatomia Esotérica do Amor

A Treatise on White Magic detalha a estrutura energética do amor dentro do corpo humano, o segundo dos três círculos de pétalas que compõem o Lótus Egoico:

‘o de Amor-Sabedoria, através do centro cardíaco.

Esse centro, quando despertado, leva àquela expansão de consciência que inicia um homem em sua vida de grupo.’

Ela detalha a linha completa dessa corrente de força:

‘Mônada. Buddhi. Amor espiritual. A intuição.

O segundo círculo de pétalas no lótus egoico, as pétalas de amor.

O corpo astral. O centro cardíaco. A corrente sanguínea.’

Esoteric Healing confirma essa mesma estrutura:

‘o centro cardíaco corresponde ao coração do Sol, e, portanto, à fonte espiritual de luz e amor.’

Amor Como Objetivo da Educação

Education in the New Age acrescenta uma dimensão que nenhum artigo desta biblioteca havia ainda registrado:

o amor não é apenas uma qualidade cósmica distante, mas o próprio objetivo técnico de todo processo educativo bem conduzido, numa progressão de três estágios de consciência.

‘Amor-sabedoria.

Isso é essencialmente o desdobramento da consciência do todo.

Chamamos isso de consciência de grupo…

através da educação, essa autoconsciência deve ser desdobrada até que o homem reconheça que sua consciência é parte corporativa de um todo maior.

Isso é amor. Leva à sabedoria, que é amor em atividade manifestada.

O interesse próprio se torna interesse de grupo.

Amor de si mesmo (autoconsciência), amor daqueles ao nosso redor (consciência de grupo), tornam-se eventualmente amor do todo (consciência de Deus).’

Bailey identifica a própria Hierarquia Espiritual, já tratada em artigo próprio desta biblioteca, por um nome raramente usado em outros contextos:

a ‘Hierarquia do Amor’.

E o instrutor tibetano se identifica diretamente com essa energia:

‘digo isso a vocês, que estou eu mesmo no Raio do Amor, e conheço seu significado.’

Ela confirma ainda a própria sucessão histórica das grandes eras espirituais:

‘o Buda culminou a era do conhecimento…

o Cristo iniciou a era do amor…

agora as pétalas de amor do lótus egoico da família humana também estão se desdobrando…

isso abriu um canal para que as pétalas de amor possam vitalizar o corpo astral da humanidade, levando à cooperação geral e ao amor de grupo.’

Parte VIII: Amor na Prática de Cura

Esoteric Healing nomeia a substituição mais importante que qualquer curador precisa aprender:

‘o curador, ou o grupo de cura, deve manter a vontade sob rédeas.

Não é a vontade que deve ser usada, mas o amor.’

E oferece uma precisão técnica rara sobre esse amor curativo:

‘o aspecto amor é essencialmente razão pura, e não um sentimento emocional se expressando através de ações gentis.’

Com uma advertência igualmente importante contra o exagero oposto:

‘a cura não vem através de uma intensa afirmação de divindade, ou simplesmente derramando amor e a expressão de um misticismo vago.

Vem através de dominar uma ciência exata de contato, de impressão, de invocação.’

Simpatia Não é Amor: o Risco Real da Transferência

Esoteric Healing nomeia uma armadilha documentada: a diferença entre simpatia e amor verdadeiro.

‘O curador assume, ou absorve, a condição de doença ou desconforto, não de fato, mas sintomaticamente.

Isso pode incapacitá-lo…

é um glamour e uma ilusão.’

A cura exata: ‘trabalhar através do centro cardíaco, bem como do centro da cabeça, e assim manter um fluxo constante da energia positiva do amor fluindo em direção ao paciente.

Isso o isolará da doença, mas não do paciente.’

Mente Separa, Amor Une

A Treatise on White Magic resume a diferença funcional entre as duas principais ferramentas de qualquer trabalho espiritual: ‘mente separa; amor atrai…

o amor derruba cada barreira, e funde grupos diversos em união…

a mente rompe e destrói, enquanto o amor produz coerência e cura.’

Parte IX: Cristo, o Avatar do Amor

The Reappearance of the Christ confirma a identificação direta entre a figura histórica de Cristo e a própria energia do amor:

‘foi essa necessidade que trouxe o Cristo a nós antes, como o Avatar do Amor…

Cristo, a Incorporação do amor de Deus.’

E descreve o impacto histórico:

‘pela primeira vez na história humana, o amor de Deus foi incorporado num homem, e Cristo inaugurou a era do amor.

Essa expressão do amor divino ainda está em formação; o mundo ainda não está cheio de amor, e poucos compreendem o verdadeiro significado da palavra.’

Ela acrescenta uma afirmação que devolve peso histórico a uma associação popular vaga:

‘até Cristo vir e viver uma vida de amor e serviço, e dar aos homens o novo mandamento de amar uns aos outros, havia pouquíssima ênfase em Deus como Amor em qualquer uma das escrituras do mundo.

Depois que Ele veio como o Avatar do Amor, Deus passou a ser conhecido como amor supremo.’

Bailey oferece ainda uma crítica direta sobre como essa revelação foi recebida pela própria tradição religiosa posterior:

‘a Igreja enfatizou a doutrina teológica, e não o amor e a compreensão amorosa tal como Cristo exemplificou.

A Igreja pregou o fervoroso Saulo de Tarso, e não o gentil Carpinteiro da Galileia.’

E confirma que a própria crucificação está diretamente ligada a essa mesma energia:

‘no ponto mais alto desse conhecimento consumado, e no momento de Sua completa entrega ao sacrifício necessário de Sua vida para o cumprimento desse Plano, subitamente uma grande expansão de consciência ocorreu.’

Sobre o próprio alcance dessa demonstração:

‘o amor que Ele demonstrou ainda mantém o mundo pensante em suspenso, mesmo que relativamente poucos tenham realmente tentado demonstrar a mesma qualidade de amor que Ele demonstrou, um amor que conduz infalivelmente ao serviço mundial, ao completo esquecimento de si mesmo, e a uma vida radiante e magnética.’

Parte X: Amor em Escala Cósmica

Esoteric Astrology associa Vênus à própria qualidade do amor-sabedoria:

‘Vênus, amor-sabedoria puro…

é o instrumento do amor de Deus’, e confirma que Leão funciona como o ponto focal dessa energia para a humanidade:

‘Leão é o ponto focal para a expressão do segundo aspecto, o aspecto amor-sabedoria ou consciência…

primariamente no que diz respeito à humanidade.’

Ela acrescenta, sobre o próprio Sol como regente desse signo:

‘o Sol, segundo raio, amor-sabedoria…

no Leão perfeito, a alma amorosa e autoconsciente carrega seu poder de expressão diretamente de seu próprio plano até o plano da manifestação exterior.’

E confirma a mesma correspondência em escala zodiacal mais ampla:

‘Gêmeos está, portanto, conectado ao coração do Sol, assim como Câncer está relacionado ao Sol físico, e Aquário ao Sol espiritual central… amor do Todo.’

Bailey oferece ainda uma tabulação que situa o centro cardíaco humano na mesma linhagem cósmica:

‘centro cardíaco… segundo raio… Sol’, para o homem médio, e ‘centro cardíaco… segundo raio… Júpiter’, para discípulos e iniciados.

Do centro cardíaco individual ao Sol que rege todo o sistema, a mesma qualidade de amor-sabedoria permeia cada escala, da mais pessoal à mais cósmica.

A Treatise on Cosmic Fire oferece a imagem mais cósmica de todas:

‘é por essa razão que o búdico se encontra no coração do menor átomo, ou o que chamamos, neste sistema, de fogo elétrico.

Pois a vida central positiva de cada forma é apenas uma expressão do búdico cósmico, e o derramamento de um amor que tem sua origem no Coração do Logos Solar.’

Ela descreve esse amor como algo que se limita voluntariamente por amor àquilo que ama:

‘é amor limitando-se a si mesmo pelo desejo, e por aquilo que é desejado.’

E resume: cada uma das sete Hierarquias Criativas ‘esconde um aspecto do Amor sétuplo de Deus, tal como é revelado através da hierarquia de Seres, que é a soma total do Amor de Deus.’

A mesma obra revela uma classificação estatística surpreendente:

nem todas as Mônadas carregam a mesma qualidade dominante, e o amor é, segundo Bailey, a mais numerosa entre todas. ‘

Trinta e cinco mil milhões de Mônadas de amor, vinte mil milhões de Mônadas de atividade, cinco mil milhões de Mônadas de poder, totalizando sessenta mil milhões de Mônadas humanas.’

Ela acrescenta que ‘o segundo Raio… tem a preponderância, pois somos paramountemente as Mônadas do Amor, e o Amor é a nossa síntese.’

Mais da metade de toda a humanidade carrega o amor como sua qualidade fundamental, não como exceção, mas como norma estatística do próprio sistema solar em que vivemos.

Conclusão

A energia do amor, segundo Alice Bailey, não é um sentimento entre outros possíveis.

É a lei que governa este sistema solar específico, o elo que liga toda telepatia genuína, a razão pura que enxerga com clareza as deficiências de quem ama, o mecanismo exato de cura quando canalizado pelo coração, o objetivo técnico de toda educação verdadeira, e a mesma força que mantém o sistema solar inteiro coeso.

Encontrou em Cristo sua revelação histórica mais completa, a ponto de inaugurar a era que já vivemos; é a qualidade fundamental da maioria absoluta das mônadas humanas;

e abre, sozinha, a porta para além de toda evolução humana comum.

Amar bem não é uma virtude entre outras.

É a própria física oculta de tudo o que existe, e o caminho que, segundo a própria Bailey, já se tornou inevitável.

Fontes diretas: The Rays and the Initiations (‘Rule One’, ‘Rule Four’, ‘Introductory Remarks’, ‘Section One’ e ‘Section Two’, o amor como razão pura e princípio regente deste sistema solar, o amor-sabedoria como agente de ligação, o raio do amor contatado em cada iniciação); Telepathy and the Etheric Vehicle (‘Section One – Teaching on Telepathy’, o mecanismo das três energias no contato telepático); Glamour: A World Problem (o glamour do sentimento); Letters on Occult Meditation (Carta VI, ‘o amor foi a origem, a meta e o método’; Carta VIII, o amor verdadeiro contra o sentimental); Discipleship in the New Age, Volume I e Volume II (a vontade-de-amar contra o amor espontâneo; cartas aos discípulos D.I.J., R.S.U., C.D.P., L.U.T., B.S.W. e D.E.I., preservando o anonimato de todos conforme a própria fonte); Esoteric Psychology, Volume II (o amor de personalidade contra o amor de alma); From Intellect to Intuition, Capítulo Sete (Eckhart, conhecimento contra amor, a união de cabeça e coração); A Treatise on White Magic (‘Heart, Throat and Eye’, as pétalas de amor do lótus egoico; ‘Hindrances to Occult Study’, mente e amor como forças opostas); A Treatise on Cosmic Fire (‘I. Thought Forms’, Parte 2, as três expressões de amor, os Monados de Amor; ‘III. Group Relations’, o búdico no coração do menor átomo); Esoteric Healing (Capítulo IV, ‘o amor cura em todos os três planos’; Capítulo VIII, ‘não é a vontade, é o amor’); The Light of the Soul (Livro I, Ishvara e a devoção; Livro II, bhakti yoga); Problems of Humanity (‘The Problem of the Churches’, o amor como poder motivador do universo, a boa vontade); Education in the New Age, Capítulo I (o amor como objetivo da educação, autoconsciência-consciência de grupo-consciência de Deus, a Hierarquia do Amor); The Reappearance of the Christ (Cristo como Avatar e Incorporação do Amor, a era do amor inaugurada); Esoteric Astrology (Vênus, Leão, o Sol e o centro cardíaco, Gêmeos e o coração do Sol).

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